Grupo de Danças Lustige Tiroler

GRUPO DE DANÇAS LUSTIGE TIROLER

O folclore austríaco é preservado pelo grupo de danças “Lustige Tiroler” (Alegres Tiroleses) que estrearam em 1988 e desde lá participam de diversas atividades culturais.

O grupo tem por objetivo proporcionar aos seus integrantes conhecimentos sobre a Áustria, para que possam representar o país de maneira correta, transmitindo informações para o público sobre os costumes de uma das etnias colonizadoras do município de Ijuí.

Inicialmente, o grupo foi composto por filhos de descendentes austríacos e depois foi aberto a jovens de toda a comunidade que tinham interesse em participar e representar a cultura austríaca no palco. Os dançarinos se dedicam junto à diretoria para representar o folclore através das danças e trajes típicos em diversas cidades da região e estado.

É por meio da dança que os dançarinos desenvolvem questões como coordenação motora, comportamento, convívio social e outras diversas atividades que exercitam o corpo e a mente de cada jovem envolvido. Desde sua fundação o grupo participou de diversas atividades culturais que incluem apresentações nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Brasília (DF).

Além do grupo Lustige Tiroler, a etnia ainda contou com o Grupo de Danças Infantil Tanz Gruppe Sissi que, por falta de instrutores e jovens dançarinos, encerrou suas atividades em 2012.

A DANÇA AUSTRÍACA

A dança austríaca traz a alegria de uma das etnias colonizadoras do município e tenta recontar a história, tanto do país de origem quanto dos imigrantes que aqui habitaram. O grupo traz um amplo repertório de danças folclóricas, principalmente da região do Tirol na Áustria, que mantém intactas suas características originárias. Os passos são executados entre os casais que mostram a beleza, sincronia e a musicalidade do povo austríaco.

Entre os ritmos executados estão principalmente a polka, a marcha e as belas valsas, que tiveram sua origem nas danças camponesas austríacas no início do século XVIII, baseada em minuetos. Apesar de ser uma das danças mais clássicas de Viena e do mundo, a valsa chocou os costumes europeus devido ao toque e a proximidade dos casais e somente no século XIX, com composições de Strauss e Lanner, o ritmo passou a fazer parte da nobreza, palácios e cortes da região.

Além desses ritmos, o grupo também apresenta o Schuhplatter, um estilo tradicional de dança popular nas regiões alpinas do Tirol, tendo o primeiro registro em 1030 dC. A dança é caracterizada pelos movimentos que os dançarinos fazem ao bater nas coxas, joelhos e solas dos sapatos ao som da música. Em sua origem a dança era uma forma de cortejar e impressionar as mulheres, e atualmente são dançadas em pequenas localidades tirolesas como forma de preservar a cultura e tradição. Existem mais de 150 Schuhplattlers básicos, bem como marchas e acrobacias que são, muitas vezes, intercalados com as danças básicas.

APRESENTAÇÕES

EXPOINTER de Esteio (RS); Festival de Folclore de Nova Petrópolis (RS); Festival de Dança de Itaqui (RS); Festa do Pinhão de Lajes/SC; Oktoberfest de Santa Cruz do Sul (RS); Festa Del Imigrante de Oberá-Argentina; FENADI de Ijuí (RS); Festa das Etnias de Ilópolis (RS); Festival Internacional De Folclore de Passo Fundo (RS); Salão Do Turismo de Gramado (RS); Feira do Livro de Santiago (RS); Festa do Butiá de Giruá (RS); 51º Festival do Chucrute em Estrela (RS) Fenamilho Internacional em Santo Angelo (RS), X Barril Fest em Frederico Westphalen (RS)

TRAJES TÍPICOS

Os trajes típicos, tanto masculinos quanto femininos, foram usados primeiramente pelos caçadores e pelos camponeses que habitavam as regiões austríacas. Depois de 1870, a burguesia passou a apreciar a roupa e começou a investir no estilo, até se tornar alta moda. Pelos trajes típicos, também é possível saber a região geográfica, pois cada comunidade possui seus costumes e ornamentos, além de identificar o status social e estado civil das moças.

TRAJES FEMININOS

A Dirndl, vestido típico austríaco, nasceu como uniforme das servas austríacas e camponesas. O traje é composto por três peças: uma blusa curta, na altura do sutiã, com mangas, um vestido formado por um corpete justo sem mangas e uma saia, e ainda um avental que é de uso opcional. Os sapatos podem ser de saltos altos ou baixos como sapatilhas, algumas pessoas até usam o vestido com tênis baixinhos. Como acessórios as moças ainda podem utilizar casacos típicos, xales de lã, tiaras, chapéus, lenços, colares feito de cordas e pingentes e ainda gargantilhas. Hoje em dia, muitas mulheres também se adequaram a utilizar trajes similares aos masculinos.

O laço do avental indica o estado civil da mulher: para mulheres solteiras, o laço deve ser do lado esquerdo, para mulheres casadas ou comprometidas no lado direito. O laço na parte de trás do vestido significa que a mulher é viúva ou, em caso de festividades, que a moça trabalha no local.

TRAJES MASCULINOS

Os trajes masculinos são compostos por camisa, calça de couro (Lederhosen) na altura do joelho ou até o tornozelo, suspensórios, coletes, meias até a altura da panturrilha, sapatos e um chapéu que possui uma pena de ganso ou outro acessório regional.

Originalmente, as calças de couro eram usadas para o trabalho e para caçadas, sendo por esse motivo relativamente curtas, acima do joelho. Na parte da frente, contavam com uma espécie de aba abotoada na altura da cintura. Em conjunto com as calças, utilizava-se os característicos suspensórios de couro, que poderiam ser em forma de H ou em forma de V invertido. Nos dias de festa, junto com as calças de couro, os homens utilizavam meias de lã até o joelho e um colete de linho, veludo ou seda por cima de uma camisa branca de linho. No pescoço utilizava-se um lenço colorido. Outra opção do vestuário é uma jaqueta e blusa quadriculada com calça jeans.

Etnias

Afros

Centro Culturais Herdeiros de Zumbi

Alemães

Centro Cultural 25 de Julho Ijuí

Árabes

Casa de Cultura Árabe de Ijuí

Austríacos

Centro Cultural Austríaco de Ijuí

Espanhóis

Centro de Cultura Espanhola

Gaúchos

Associação Tradicionalista Querência Gaúcha

E do velho mundo, deixando quimeras, Partiram na espera do recomeçar… Da saga imigrante, nós somos semente E honrar esta gente nos põe a cantar!⁠⁠⁠⁠
(Chico Roloff)

Siga nas Redes Sociais

União das Etnias de Ijuí – Copyright © 2016 – 2020. Todos os direitos reservados.